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IBS e CBS na oficina mecânica: o que muda com a reforma tributária a partir de 2027

há 4 dias
3 min de leitura

Você já deve ter visto as siglas IBS e CBS nas notas fiscais de fornecedores. Elas são o começo da reforma tributária, e a partir de 1º de janeiro de 2027 deixam de ser teste e passam a pesar no caixa.

Para a oficina, que vende peça e presta serviço ao mesmo tempo, entender essa mudança agora evita susto no começo do ano.


IBS e CBS para oficina

O que são o IBS e a CBS


Os dois formam o chamado IVA dual, que substitui cinco tributos atuais:

  • CBS (federal): substitui PIS e Cofins.

  • IBS (estados e municípios): substitui ICMS e ISS.

  • IPI: tem alíquota zerada para quase todos os produtos a partir de 2027.

Na regra geral, a empresa paga o imposto sobre o que vende e desconta o que já foi pago nas compras. A ideia é acabar com o efeito cascata.


O cronograma, sem complicação

Período

O que acontece

2026

Ano de teste: CBS de 0,9% e IBS de 0,1%, compensados com PIS e Cofins

2027 e 2028

CBS cobrada de verdade; PIS e Cofins extintos; IBS simbólico de 0,1%

2029 a 2032

IBS sobe aos poucos (10%, 20%, 30%, 40%) e ICMS e ISS caem na mesma proporção

2033

ICMS e ISS extintos; novo sistema completo

A alíquota da CBS de 2027 ainda não foi fixada. O TCU tem até 30 de outubro de 2026 para validar o cálculo e o Senado deve definir o número até 15 de dezembro. As estimativas divulgadas até agora giram em torno de 9%.


O que muda na prática para a oficina


Peça e serviço vão para o mesmo imposto. Hoje a peça paga ICMS e a mão de obra paga ISS, com regras diferentes. Com a reforma, os dois passam a ser tributados por IBS e CBS. Até 2033, porém, a oficina vai conviver com os dois sistemas ao mesmo tempo.

A nota fiscal ganha novos campos. Empresas do Lucro Presumido e do Lucro Real já precisam preencher IBS e CBS nas notas desde 3 de agosto de 2026. Para o Simples Nacional, a obrigação começa em 1º de janeiro de 2027.

Cadastro errado vira problema fiscal. Com mais informação em cada nota, peças e serviços precisam estar bem cadastrados e separados na ordem de serviço. Improviso no cadastro passa a custar mais caro.

Preço e orçamento precisam ser revistos. Quando a CBS entrar no lugar de PIS e Cofins, a carga sobre peças e serviços pode mudar. Vale revisar a tabela de mão de obra e a margem das peças junto com o contador antes de janeiro.


E se a oficina for do Simples Nacional?


A oficina do Simples pode escolher entre dois caminhos a partir de 2027:

  • Simples puro: IBS e CBS continuam dentro do DAS. É o padrão para quem não fizer nada.

  • Simples híbrido: IBS e CBS são recolhidos por fora do DAS, permitindo passar crédito maior ao cliente empresa.

Para a oficina que atende principalmente o consumidor final, o modelo híbrido tende a trazer só mais obrigações. Já quem atende muitas frotas e empresas pode ter vantagem, porque esses clientes aproveitam o crédito.

A opção para o primeiro semestre de 2027 foi feita em setembro e pode ser cancelada até 30 de novembro de 2026. Se a sua oficina ainda não conversou sobre isso com o contador, este é o momento.


O que fazer até dezembro

  • Confirmar com o contador o regime da oficina e, se for Simples, simular o modelo puro e o híbrido.

  • Revisar o cadastro de peças e serviços no sistema de gestão.

  • Garantir que peças e mão de obra estejam separadas em cada ordem de serviço.

  • Verificar se o sistema emissor de notas já está preparado para os campos de IBS e CBS.

  • Revisar tabela de preços e contratos com frotas para 2027.


Conclusão


A reforma não acontece num dia só, mas janeiro de 2027 é a data que exige preparação imediata. A oficina que chega organizada, com cadastro limpo e OS bem estruturada, atravessa a transição com muito menos dor de cabeça.

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Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu contador. Informações atualizadas em 20/10/2026.


 
 
 

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